terça-feira, 23 de agosto de 2011

BABAJI - O YOGUE IMORTAL


         Pela magnitude deste Ser que possui como característica principal a humildade e a discrição, falar ou escrever sobre Mahavatar Babaji não é uma tarefa simples. O grande yogue vive como peregrino na região do Himalaia há vários séculos e pouquíssimas pessoas acessaram seu conhecimento ou sua companhia. Sua energia é reservada e discreta, o que torna difícil qualquer forma de apresentação. Com uma missão diferente dos outros avatares, Mestre Babaji veio à Terra para ficar; reformando a filosofia da Yoga desde o século III, sendo Sankara (788-820 d.C.) um de seus discípulos mais conhecidos. O Mestre aqui ficou para auxiliar na lenta evolução da humanidade através das mais avançadas técnicas da Yoga. Dentre as raras pessoas que conseguiram encontrá-lo pessoalmente, está o mestre Paramahansa Yogananda, um dos primeiros a apresentar Babaji ao Ocidente através do livro “Autobiografia de um Yogue”. Outros poucos mestres da Yoga que vivem na Índia e região do Himalaia, experimentaram o privilégio de estar com o Mestre Babaji.
         As lendas contam que Mestre Babaji sempre foi muitíssimo dedicado à Sua realização espiritual, praticando desde criança os mais árduos treinamentos da Yoga, juntamente com seus mestres Boganathar e Agastyar. Ainda adolescente atingiu a perfeição, chegando ao estado de “Soruba Samadhi” que é a ascensão à imortalidade física. Sua vibração é tão alta que o Mestre mantém a aparência de um jovem adolescente há mil e seiscentos anos, não necessitando de alimentação ou qualquer outro aparato externo para manter seu corpo. Babaji vive com seu seleto grupo de discípulos nas montanhas, emanando sua energia ao Planeta e conduzindo-nos no caminho da espiritualidade.
         Como todo avatar, Mestre Babaji consegue se comunicar em qualquer idioma e só aparece para alguém quando esse discípulo está pronto para receber suas orientações. Também manifesta passado, presente e futuro e tem conhecimento de toda verdade do Universo, transcendendo tempo, espaço e direção e materializando o que for necessário para o cumprimento de sua missão. Conserva a mesma forma física há muitos séculos somente para mostrar-nos que é possível transcender a morte quando despertamos do sono da ignorância ou véus de ilusões (maya) que são as manifestações da matéria.
         De acordo com as tradições hindus, nascimento e morte só têm sentido no mundo da relatividade, uma vez que são manifestações de maya (tudo o que é impermanente). Quando os grandes mestres retornam à Terra em novos corpos físicos, não estão sujeitos às leis e restrições do karma, e só fazem isso porque têm uma missão a cumprir. Eles são capazes de reviver seus corpos e aparecer aos habitantes do planeta, ou materializar seus átomos da forma que desejarem. O próprio Yogananda referiu-se ao encontro que teve com seu guru Swami Sri Yukteswar após a morte deste, e como abraçou seu corpo. O mestre lhe disse: “Este é um corpo de carne e osso. Embora eu o veja como etéreo, para sua vista é físico. Dos átomos cósmicos, criei um corpo inteiramente novo”.
         Mestre Babaji continua aparecendo até hoje para algumas pessoas, transmitindo mensagens de amor e sabedoria, principalmente na Índia, sendo descrito da mesma maneira por todos aqueles que o veem.

Fonte: CÂNDIDO, Patrícia. Grandes Mestres da Humanidade: lições de amor para a Nova Era. Nova Petrópolis: Luz da Serra, 2008.

Histórias sobre Babaji


         Babaji teria morado um tempo na floresta de Kalichaur, quando visitava a vila próxima, Katghari. Entre 1861 e 1924 suas aparições eram mais freqüentes e quando ele surgia, as notícias corriam e logo uma multidão juntava-se à sua volta. As pessoas esqueciam seus problemas, dores, misérias e ficavam alegres com o simples fato de estar em sua presença. Espontaneamente, organizavam atividades espirituais com canções sagradas, alimentando os pobres ou acendendo um fogo sacrificial – vajna. Numa dessas oportunidades, um inglês passava pelo local e observou a multidão em torno de Babaji. Olhando para o santo, sentiu uma paz e felicidade indescritíveis e resolveu descer de seu cavalo para vê-lo mais de perto. O guru olhou para o homem que, por um tempo, ficou como que hipnotizado. Mais tarde, o inglês perguntou para as pessoas quem era aquele ser e lhe disseram que era um santo com poderes sobrenaturais. Impressionado, resolveu homenagear Babaji, dando uma grande porção de terra, onde os devotos construíram um templo e uma pequena casa.
         Muitos anos depois, quando Babaji não era mais visto na região, Sri Mahendra Brahendra resolveu construir um grande ashram dedicado à memória do avatar. Essa construção ficou concluída em 1958 e pessoas de vários pontos da Índia e outros países reuniram-se para a inauguração. Quando o fogo ritual estava aceso e os devotos cantavam e comiam, uma luz divina manifestou-se repentinamente, e uma forma celestial foi vista flutuando a alguns metros do chão: era Babaji. As pessoas começaram a dançar, em êxtase, até perder a consciência.
         Anos depois, a árvore onde Babaji costuma encostar-se deu origem a outras duas, de espécies diferentes, crescendo no mesmo tronco. Dizem que elas representam as três forças maiores do Universo, sendo veneradas com grande devoção. Algumas vezes, Babaji foi visto realizando tarefas simples, como qualquer trabalhador, tanto que em 1914 foi convocado para ajudar na construção de um quartel militar, em Ranibag. O ministro da educação na época, percebeu um dos trabalhadores sorrindo para ele e não gostou da intimidade, tanto que instruiu seu secretário a dizer que o rapaz sofreria um castigo por seu comportamento. Quando Babaji foi informado da punição, disse que estava sorrindo porque o sino do templo de Badrinath havia caído e as pessoas estavam tentando, sem êxito, colocá-lo no lugar. O ministro ficou ainda mais irritado e jurou que o castigo seria muito severo se sua história fosse uma mentira. Enviando um telegrama à distante Badrinath, recebeu a resposta de que o sino realmente havia caído e estavam tentando colocá-lo de volta. O incidente teve um efeito tão intenso, que o secretário mudou totalmente sua vida, abandonando o comportamento egoísta e se tronando um humilde devoto.
         Paramahansa Yogananda auxiliou um artista a desenhar uma imagem de Babaji em posição de meditação. Desde então, muitas fotos e ilustrações surgiram, tiradas por diferentes pessoas em várias ocasiões, supostamente mostrando o misterioso guru. Para os devotos, no entanto, o que realmente importa é a missão do Mahavatar entre nós, atuando e transmitindo mensagens importantes em momentos significativos da história, ajudando a Terra a se tornar um lugar melhor.
         Seus devotos comentam que Babaji costuma atender a todos os pedidos daqueles que nele confiam, desde que estejam de acordo com o propósito divino.

Fonte: CÂNDIDO,  Patrícia. Grandes Mestres da Humanidade: lições de amor para a Nova Era. Nova Petrópolis: Luz da Serra, 2008.

Ensinamentos de Babaji


“Quando a mente se volta para dentro, ela se torna o eu, quando ela se volta para fora, se torna o ego.”

“O primeiro e maior problema do ser humano é o ego negativo. Resolva esse problema e conseqüentemente, todos os outros se resolverão.”

“Se quisermos ser livres, precisamos aprender a amar e a perdoar em todas as circunstâncias. Não devemos guardar ressentimento de ninguém. Quando alcançarmos a realização vemos todas as pessoas como manifestação de Deus. Trabalho e meditação andam juntos. Devemos nos esforçar física, psicológica e espiritualmente para chegarmos ao equilíbrio.” 

Fonte: CÂNDIDO, Patrícia. Grandes Mestres da Humanidade: lições de amor para a Nova Era. Nova Petrópolis: Luz da Serra, 2008.